“Feijão Preto” será apresentado durante a programação do projeto Quarta Livre

Curta-metragem que conta a história de pessoas em situação de abandono será exibido em noite especial no Espaço Cultural 512 durante evento que promove e fomenta a música autoral

Um olhar sobre as diferenças construídas através dos anos pela sociedade que tem por fim nos elucidar e conscientizar que, na realidade, são “supostas” diferenças existentes entre os iguais. Está a temática do curta-metragem “Feijão Preto”, dirigido, produzido e realizado pelo estudante de audiovisual Luiz Eduardo Azambuja Silveira e pelo publicitário Gabriel da Fontoura Caon, e que será apresentado nesta quarta-feira (19), durante o evento Quarta Livre, no Espaço Cultural 512.


A ideia do curta surgiu a partir de um convite feito pelo chef Julio Ritta, fundador do projeto Cozinheiros do Bem – Food Fighters - um coletivo formado por voluntários motivados a levar carinho através dos alimentos preparados com todo cuidado a pessoas em situação de abandono - para que a dupla conhecesse de perto a iniciativa. O projeto voluntário, que teve início em 2015 e não possui ligações com instituições políticas e tampouco religiosas, entrega refeições dignas, preparadas com qualidade, em duas ações semanais – no Viaduto da Conceição, aos sábados, e no Viaduto do Obirici, aos domingos. Toda esta mobilização, envolvendo mais de 400 voluntários, foi o gancho perfeito para o desenho de todo processo do filme.


foto: LZS ART


Para voluntários participantes, a comida é como uma ponte que serve para levar, além de alimento, o carinho, a atenção e, principalmente, o senso de pertencimento a uma população que, muitas vezes, se torna invisível aos olhos da sociedade. Foi esta motivação, junto ao convite do chef Julio Ritta, que logo trouxe a inspiração aos jovens talentosos e apaixonados por cinema desde a infância – “Depois do convite do Julio, começamos a buscar referências para o que queríamos fazer e chegamos em alguns trabalhos do cineasta Jorge furtado que brincavam com essa dualidade entre a realidade e algo ficcional. Foi quando acabamos chegando no conceito do filme”, explicou Luiz Eduardo, de 21 anos.


Os personagens do documentário, que são pessoas reais e cheias de histórias de vida para contar, foram escolhidos de forma muito intuitiva, segundo os realizadores. Desde o início do processo, existia um roteiro a ser seguido onde caberiam adaptações, mas os “atores” conquistaram seu espaço no filme com o carisma e a aproximação que criaram com a equipe desde o início. “Feijão Preto” conta um pouco da história de Noé Moreira (Seu Noé), Silvio Luiz Jesus (Silvio) e Valdir Dutra da Silva (Valdir), e por ser um docficção, retrata passagens reais da vida destes personagens, mescladas a elementos de ficção para fazer o link de cada passagem.

O processo de filmagem durou aproximadamente um mês e contou com uma equipe de apenas três pessoas: o responsável pela sonorização, Márcio Echeverria e os diretores e realizadores, Luiz Eduardo e Gabriel, que exerceram praticamente todas as funções dentro da produção. A ideia é que a obra seja exibida em muitos lugares e alcance cada vez mais um número maior de pessoas, principalmente, pelo intuito de impactar socialmente e levar a reflexão individual sobre o coletivo – “Acreditamos muito na arte como um aspecto importante numa mudança e esperamos que o documentário sirva para nos situarmos na realidade onde estamos inseridos e os reais privilégios que temos”, salientou Luiz.


A exibição está programada para acontecer nesta quarta-feira (19), dentro da programação do evento Quarta Livre, realizado pelo Espaço Cultural 512 há mais de três anos e que consiste em, toda última quarta-feira do mês, promover uma noite que abra o espaço para dar visibilidade e fomentar novidades musicais, fortalecendo a música autoral. O evento, que já deu e segue dando voz a muitos músicos iniciantes, é gratuito, com entrada livre mediante a doação de 1 quilo de alimento não perecível, sendo estes repassados para entidades beneficentes e, desde outubro de 2019, direcionados em sua totalidade ao projeto Cozinheiros do Bem – Food Fighters. “Este encontro entre os dois projetos reflete o pensamento entre dois projetos que alimentam pessoas. Um alimenta com arte e o outro com comida, amor e carinho”, destacou a produtora e curadora da casa Isadora Pisoni.



Os idealizadores do evento, assim como os cineastas e os voluntários do projeto, esperam reunir um grande número de pessoas em torno da iniciativa, promovendo, assim, uma noite especial de celebração à música e levando, através da arte, a conscientização social a uma parcela da sociedade que, muitas vezes, por falta de aproximação, se distancia da situação do grave problema social que enfrentamos e que precisa ser olhado sob uma perspectiva solidária e empática. A entrada do evento é livre e acontece mediante a doação de um quilo de alimento não perecível. Todos nós agradecemos!


fotos: Lucca Curtolo e Denise Rodriguez

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